DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

07
Ago 08
Foi o que a Fátima B. me enviou a 19 de Julho.
O pior que recebi até hoje, eu a careta que ainda prefere comunicar de viva voz e que foge o mais possível a esta nova forma de contacto.
O João tinha morrido por volta das 19h00 do dia 18. 
As sensações foram as de levar um valente murro na "boca" do estômago, ficar enjoada e com o corpo a parecer uma almofada de espetar agulhas e alfinetes, tipo barata tonta, completamente aparvalhada, apesar de há muito esperar e "desejar" este desfecho.
"Desejar" sim, porque o João, uma pessoa verdadeiramente boa, não merecia o horror, o pesadelo inimaginável que foi este último ano da sua vida, graças ao maldito linfoma que o foi destruindo impiedosamente, apesar de todos os que dele gostávamos tanto desejarmos o contrário.
A partir de certa altura o meu coração perdeu a esperança, porque senti que ela já não existia para o João. Fui criticada por pessimista, por ser ave de mau agoiro.
Que podia fazer se o que a minha intuição me dizia não era o que, claro, o meu coração, em sintonia com os de todos, esperava?
O João lutou pela vida até onde pode.
Por isso, na manhã do dia 18, disse que já não aguentava mais.
Ao final do dia veio a Paz.
Connosco ficam as recordações.
Tenho duas especiais: o jantar na minha casa do Tjoi Long e o fim de tarde em que veio conhecer a numerosa Matilha Amestrada à Estrada da Aldeia... a sua alegria e as suas gargalhadas ainda ecoam na minha sala, tal o banho de lambidelas que levou...
Agora sei que ele está bem.
E que nos encontraremos na próxima vida.
Até lá!
publicado por fpg às 20:01

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