DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

31
Mai 08













publicado por fpg às 19:55

30
Mai 08












Na Albânia atracámos em Saranda.
O nosso guia é um homem bem disposto que nos mostrou o quadro tenebroso que foi viver sob o regime comunista.
Fez-nos rir bastante, mas aquela forma de vida era verdadeiramente deprimente pois era-lhes passada a mensagem de que todo o mundo era inimigo e que tinham de estar em constante alerta para guerras e invasões eminentes...
Visitámos Butrint.
publicado por fpg às 22:16

29
Mai 08






Na sua maioria, as imagens são detalhes do frontão.
A primeira é a que recordo desde sempre, e é por causa de poder fazer fotografias como esta que carrego tele-objectivas que quase me destroem a coluna.
É a minha parte maquiavélica... e a vítima sou eu!
Mas a felicidade que o resultado me provoca compensa tudo!
publicado por fpg às 22:51












Depois do Templo de Zeus, era o monumento que se impunha visitar no primeiro dia em Atenas.
Um auto-compromisso, uma meta inadiável, como se não houvesse amanhã.
O calor não era grave...
O pior era a subida!
Detesto subidas, principalmente com um rabo destes para carregar.
Mas nada me faria não chegar ao Atena Partenon, às Cariátides (Erecteion) nesse dia!
Era a 25 de Maio de 2008 que os ia ver e nada me demoveria, nem que lá chegasse de gatas.
E foi apreciando tudo o que nos é dado apreciar pelo percurso que lá cheguei, não preparada para deparar com os tão sonhados monumentos todos enfaixados em toneladas de tubos de metal. 
Mou man tai! É preciso, é preciso; terei de cá voltar depois de 2011, quando os trabalhos de conservação e restauro estiverem concluídos. 
Muitos foram os que ao longo dos anos consideraram a Acrópole uma decepção.
Eu vinha com medo do que iria sentir. Não fora os malfadados andaimes e teria simplesmente adorado!
Há sítios, monumentos, pessoas que fazem de tal forma parte do nosso imaginário, da nossa história pessoal ou da da Humanidade, de quem, ou dos quais tanto ouvimos falar sem nunca com eles termos estado frente a frente que, quando isso acontece, a emoção é tão grande, que ficamos como que afónicos, mudos, vazios de palavras; isto apesar de os pensamentos se atropelarem numa louca cavalgada como que a quererem registar, imortalizar, se tal fosse possível, cada detalhe daqueles momentos mágicos em que sonhos se tornam realidade.
E foi o que senti.
Por isso me é mais fácil falar pelas imagens, que entraram pela minha retina e os meus sentidos entenderam por bem perpetuar.
Como adorei estar, finalmente, face a face com as Cariátides, de quem tanto ouvi falar em História da Arte Antiga e em História da Cultura Clássica cadeiras que escolhi como opções complementares, nos últimos anos da faculdade.
Pois é, esta paixão pela Grécia Antiga, Clássica e Helenística, já é muito, muito antiga.
Aquelas pedras belíssimas falam, transmitem uma energia boa, especial, pura.
A seguir fui deslumbrar-me com o frontão do Partenon.
Aqui ficam alguns detalhes que valem mais que tudo o que eu possa escrever.
E há ainda o espectáculo que é ver Atenas do alto da Acrópole.
Fico falha de palavras. 
Agora só mostrarei a Acrópole que, qual coelho (o meu signo chinês) hipnotizado pela cobra, fotografei de todos os ângulos possíveis da cidade.

publicado por fpg às 22:07





publicado por fpg às 21:49





O Erecteion é o mais sagrado de todos os templos existentes na Acrópole.
Mais ainda do que o templo da Atena Partenon.
Daí o estarem nele as Cariátides, as virgens, aos pés das quais se desenrolou uma cena entre dois gatos que no próximo post documento em imagens...
publicado por fpg às 21:37










A Grécia é famosa pelos muitos gatos que nela é possível fotografar.
Eu tive a sorte de testemunhar uma cena que não compreendi mas que me encantou.
Quem perceber de gatos mais do que eu, pode tentar criar uma história...
As mais giras e criativas serão aqui devidamente realçadas e elogiadas! 
Malta, toca a puxar pela criatividade!

Passou-se junto às Cariátides que fazem parte do Erecteion:
- Ou dois gatos machos competiam entre si pela mais bela virgem, ou um macho tentava conquistar um gata cariátide que teimosamente resistia; pena que os sonoros e furiosos miados não tenham ficado gravados nas imagens...


1a. versão
Da Doutorada em Felinologia Catarina Pontes

Ora bem, como grande entendida em comportamento e linguagem felinos, aqui vai a tradução do que se passou na realidade: 

Foto 1: gato preto e branco, a pensar: 
“Mas que belo dia para apanhar um solinho e puxar o lustro ao pêlo no meu cantinho preferido.”

Foto 2: ainda o mesmo gato a pensar: 
“Oláááá!..Mas….o que é aquilo??? Temos visita??”

Foto 3: gato preto e branco para o ruivo, num sonoro e ofendido miado: 
-Sai daí, ó rafeeeeeeeeeeirooooo!!!!!!……

Foto 4: gato ruivo, igualmente em miado sonoro: 
- Rafeiro és tuuuuuuuuuu….sua bola de pêlo regorjitaaaaaaaada!!!!!!!

Foto 5: gato preto e branco: 
- És tão feio que nem olho para tiiiii!!!! 

Foto 6: ainda o gato preto e branco: 
- Aiiiii, agarrem-me que eu estou quase a ir-te ao fociiiiiiiiiinho……

Foto 7: gato ruivo a pensar: 
“bem… estou mesmo a ver que o melhor é sair de fininho…. É lá!!! Mas, está ali uma senhora turista a tirar fotos! Bem….assim, não posso dar a “pata” a torcer….”

Foto 8: gato ruivo: 
- Ouve lá, ó palerma! Olha, que está ali uma turista a tirar fotografias…. O melhor é mesmo ficarmo-nos por aqui que ainda vamos ficar os dois famosos por estas figuras tristes…

Foto 9: gato preto e branco: 
- É pá, tens razão, meu! Ela ainda está ali…Ouve lá, achas que fico melhor de frente ou de perfil?
publicado por fpg às 21:35






Foi logo a primeira paragem.
O primeiro porto onde atracámos, ainda no continente, e após termos passado o Estreito de Corinto.
Os nossos passos a caminho do que, em tempos, fora o local mais importante do mundo então conhecido.
Uma da tarde, um sol inclemente...
E um ataque de fúria porque já só tinhamos menos de 2 horas para ver todo o espaço que, se espraiava montanha acima, e o respectivo museu.
Só que perante tal magnificência da capacidade humana, tal majestade da Natureza, ou quiçá por influência dos espíritos das pitonisas que talvez por ali ainda andem, ficamos num tal estado de encantamento e de estupor, que só temos cabeça para pensar no quão nos sentimos felizes por termos saúde e possibilidade de conhecer estes maravilhosos locais.
Quem os escolheu sabia o que estava a fazer.
E apesar de só ser possível contemplarmos cerca de 10%, ou talvez menos, de tudo o que ali existiu, o sítio continua a ser assombroso.
publicado por fpg às 18:05

28
Mai 08
publicado por fpg às 23:41

Templo de Zeus, Atenas, Maio 2008

Foi o primeiro grande monumento que visitei ao chegar à Grécia!
OK!, Antes dele passei pelas Portas de Atenas, mas o que me marcou indelevelmente foi o Templo de Zeus. Como o primeiro beijo!
Foi o espaço, os cheiros das ervas secas que me fizeram lembrar o Alentejo e o Algarve, a beleza do monumento, a perfeição do trabalho escultórico que sobreviveu ao tempo, mas que com mais dificuldade sobreviveu à barbárie do Homem. Acho que noutra encarnação ou fui pedreiro, ou fui mesmo pedra, porque não consigo verbalizar a empatia física que sinto com os monumentos... Ou então fui escrava e ajudei a construí-los!
Enquanto a maior parte das pessoas visitava o lugar em 15 minutos, fiquei cerca de 3 horas.
É a única forma de conseguir ver e sentir um bocadinho mais o muito que aquele espaço tem para nos mostrar.
Aqui vos deixo um pouco do que consegui recolher...
publicado por fpg às 23:00

publicado por fpg às 22:59


publicado por fpg às 22:52

publicado por fpg às 22:52

publicado por fpg às 22:51

publicado por fpg às 22:50

Ítaca, Maio 2008

O sonho que, durante demasiados anos, a Grécia foi para mim terminou dia 25 de Maio de 2008, às 6h53 de Atenas, hora a que aterrámos.
Porque o quarto do hotel ainda não estava disponível, o sono e o cansaço nenhuns, e a emoção imensa, nada melhor do que ir visitar o Templo de Zeus.
À tarde foi a vez da Acrópole.
Cada um vai ter direito a espaço próprio.
Dia 26 foi de acerto com o jet-leg, com as dores nas pernas, no corpo todo para ser mais verdadeira, de contar as nódoas negras, resultantes de um trambolhão dado no dia anterior (não, está tudo bem, as máquinas e as lentes ficaram em perfeito estado - por isso mesmo é que estou cheia de nódoas negras, já que sem material fotográfico a viagem acabava já aqui...). E foi o dia de embarcar no Easy Cruise One.
Ontem visitámos o Templo de Apolo em Delfos.
Hoje, para grande pena minha, do Odisseus, da Penélope e do Telémaco nem sinais.
A baía onde terão morado não está preservada como local histórico e nem tempo tive para lhe tirar uma simples photo.
Mas a ilha tem paisagens deslumbrantes, de cortar a respiração... o mar, os montes cheios de oliveiras, cedros e ciprestes a perder de vista; nas aldeias aparecem as amendoeiras, as macieiras, todas as árvores de fruto características do Mediterrâneo!
Sente-se como que um apelo das origens...
Amanhã?
Não sei para onde vou; não consegui fixar todo o programa.
Acho que prefiro deixar-me surpreender.
Estava mesmo a precisar dumas férias assim, de lavar a alma.

publicado por fpg às 22:02

20
Mai 08

Não sei muito acerca das previsões da astrologia chinesa para este ano...
Nunca fui grande entendida ou interessada.
Quem disto sabe bastante, avisou-me que para os Coelhos (eu e mais uma data deles) e os Cavalos o ano seria muito mau.
Mas quando olho para o que resta do que foi o Império do Meio só me vem à cabeça que nem de encomenda... Pobre povo! Que ano! Que começo de novo ciclo. O Rato passou-se, ou está a punir muitos pelos erros de muito poucos o que é uma injustiça; mas a justiça nunca foi coisa que por este mundo muito se visse, não é?
Este comentário, faço-o a propósito do post de João Severino que podem ler no blog Corta-Fitas: http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/2085300.html#comentarios (se o link não funcionar façam copy/paste). Vale a pena!
Aí conclui-se que muita da culpa não é do Rato.
Apenas de algumas ratazanas que tomaram e continuam agarradas ao poder, em nome do povo, que continua desgraçado e miserável.

publicado por fpg às 10:42

19
Mai 08

Em Burma os mortos rondam os 140 mil.
Fora os desaparecidos.
Se os bandalhos, que se governam, não forem controlados, muitos dos vivos engrossarão esta horrenda contabilidade.
Felizmente o Secretário-Geral da ONU não está esquecido deles, ao invés do que parece ter sucedido a grande parte do resto do mundo.
Ainda bem que, desta vez, a máquina noticiosa chinesa está a funcionar na perfeição porque também estão a braços com a ressaca de outra tragédia.
Mas isso está a abafar o "trabalho" do Nargis.
E a ajudar os generais a conseguirem "levar a água ao seu moínho". O preço, esse, será desgraçadamente trágico.

publicado por fpg às 17:19

15
Mai 08

Em ano de sequelas de La Niña os dramas naturais vão-se sucedendo um pouco por todo o mundo...
Infelizmente, na contabilidade internacional, a Birmânia é um zero à esquerda: a sua posição geográfica não é relevante em termos estratégicos; não tem petróleo, ouro ou diamantes...
Tem, sim, o Povo mais simpático e genuíno que conheci em 22 anos de viagens pelo Oriente. Que se aproxima dos turistas pela curiosidade de conhecer o Outro e não para pedir dinheiro a troco de fotografias ou de nada.
Um Povo de sorriso doce, que vive oprimido e que disso fala entre murmúrios.
Governado por uma corja que os ludibria e finge que é da sua autoria a ajuda que do exterior está a chegar; que após a tragédia primeiro mandou limpar as ruas das casas onde vivem os todo-poderosos generais.
Porque é que a Natureza foi tão madrasta e não "varreu" precisamente essas ruas, limpando-o de vez de tamanha maldição?
Agora, por causa do terramoto em Sichuan, a Birmânia parece ter sido votada ao esquecimento o que é ideal para as bestas (sem ofensa para os animais habitualmente designados como tal) que não queriam a ajuda humanitária dentro das suas fronteiras.
Pelo menos os chineses, apesar de continuarem histericamente a atear "fogueiras" de ódio contra os japoneses com museus da guerra de resistência nos arredores de Pequim, aceitaram toda a ajuda internacional, inclusivé a que será enviada pelo Japão.
Finalmente algum bom senso!
Já que ele carece totalmente ao regime birmanês espero que o drama que os birmaneses estão a viver não seja esquecido.
Em termos humanitários as consequências do Nargis podem ser muito mais devastadoras do que as do terramoto!
Ajudem a Birmânia!

publicado por fpg às 16:31

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