DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

17
Mar 06
Mary, Fevereiro 2006

Creamy, Março 2006

Para além de cinco cães que são meus, tenho em casa mais cinco protegidos pela associação que, com outras pessoas, criei há pouco mais de dois anos.
Nove machos e uma fêmea.
Como já há, todos os dias, animais abandonados em demasia, todas as semanas animais abatidos em demasia, temos seguido o critério da esterilização, para evitar uma indesejada avalanche reprodutora.
Por sobrecarga do canil municipal onde tem de ser obrigatoriamente operado, porque foi de lá que o tirei em Novembro, quase a morrer, o Creamy (cruzado de Glen of Imaal Terrier) ainda não foi castrado...
Porque não se sabe ao certo que idade tem, se já teria ou não tido dois cios (segundo algumas teorias a fase ideal para uma fêmea ser esterlizada) a Mary (uma Teckel) também ainda não foi operada.
E para me trocar as voltas, ou talvez como homenagem ao Dia da Internacional da Mulher (who knows?), a Mary ficou saída nesse dia. Mas o único que parecia dar conta disso era o Taco (outro Teckel), o inseparável amigo da Mary. Mas dali não viria mal ao mundo!
Imaginem qual não foi a minha incredulidade quando ontem de manhã, ao ser acordada por uns latidos, vou dar com a Mary e o Creamy no meio das escadas (vivo numa vivenda - sim caso, contrário seria impossível ter uma matilha tão grande...), colados (na verdadeira acepção da palavra)! Passado um bocado lá conseguiram descê-las... colados!
Com esperança de que, como tinha sido a primeira vez (lá se foram dois virgens!), talvez não houvesse consequências, foi posto à Mary uma espécie de cinto de castidade canino, que comprei a semana passada mas que, porque a magoava e acabava por deixar a descorberto a zona anatómica que era fundamental estar tapada, não se lho punha muitas vezes... A chatice é que o dito cinto se revelou pouco eficaz porque continuava a não tapar o sítio certo... Resolvi então adaptar umas cuecas... foram roídas.
Mas para meu descanso, quando acordei de manhã a Mary continuava deitada ao meu lado. Uff! Vão ter de estar separados estes dois dias...
Voltei, por pouco tempo, ao mundo de Morfeu tão meu querido. De repente acordei com uns latidos... recordações da manhã anterior? Não!!! Lá estavam eles, desta vez lá em baixo.
E agora?
Acho que vou passar os próximos dois meses a tentar adivinhar como serão os rebentos de tal cruzamento...

publicado por fpg às 16:36

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