DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

29
Mai 08











Depois do Templo de Zeus, era o monumento que se impunha visitar no primeiro dia em Atenas.
Um auto-compromisso, uma meta inadiável, como se não houvesse amanhã.
O calor não era grave...
O pior era a subida!
Detesto subidas, principalmente com um rabo destes para carregar.
Mas nada me faria não chegar ao Atena Partenon, às Cariátides (Erecteion) nesse dia!
Era a 25 de Maio de 2008 que os ia ver e nada me demoveria, nem que lá chegasse de gatas.
E foi apreciando tudo o que nos é dado apreciar pelo percurso que lá cheguei, não preparada para deparar com os tão sonhados monumentos todos enfaixados em toneladas de tubos de metal. 
Mou man tai! É preciso, é preciso; terei de cá voltar depois de 2011, quando os trabalhos de conservação e restauro estiverem concluídos. 
Muitos foram os que ao longo dos anos consideraram a Acrópole uma decepção.
Eu vinha com medo do que iria sentir. Não fora os malfadados andaimes e teria simplesmente adorado!
Há sítios, monumentos, pessoas que fazem de tal forma parte do nosso imaginário, da nossa história pessoal ou da da Humanidade, de quem, ou dos quais tanto ouvimos falar sem nunca com eles termos estado frente a frente que, quando isso acontece, a emoção é tão grande, que ficamos como que afónicos, mudos, vazios de palavras; isto apesar de os pensamentos se atropelarem numa louca cavalgada como que a quererem registar, imortalizar, se tal fosse possível, cada detalhe daqueles momentos mágicos em que sonhos se tornam realidade.
E foi o que senti.
Por isso me é mais fácil falar pelas imagens, que entraram pela minha retina e os meus sentidos entenderam por bem perpetuar.
Como adorei estar, finalmente, face a face com as Cariátides, de quem tanto ouvi falar em História da Arte Antiga e em História da Cultura Clássica cadeiras que escolhi como opções complementares, nos últimos anos da faculdade.
Pois é, esta paixão pela Grécia Antiga, Clássica e Helenística, já é muito, muito antiga.
Aquelas pedras belíssimas falam, transmitem uma energia boa, especial, pura.
A seguir fui deslumbrar-me com o frontão do Partenon.
Aqui ficam alguns detalhes que valem mais que tudo o que eu possa escrever.
E há ainda o espectáculo que é ver Atenas do alto da Acrópole.
Fico falha de palavras. 
Agora só mostrarei a Acrópole que, qual coelho (o meu signo chinês) hipnotizado pela cobra, fotografei de todos os ângulos possíveis da cidade.

publicado por fpg às 22:07

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