DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

12
Nov 08

A 3 semanas sem milagre filipino, vulgo empregada, a uma média de 16 cães por dia em casa (porque comecei com, acho que, 20 e acabei, acho que, com 13 - o número exacto de cães há muito que deixou de ser contado lá naquele sítio onde vivo)!

As regras de sobrevivência principais foram:

1 - Ter sempre água limpa e comida em quantidade suficiente para que não ocorressem batalhas campais enquanto eu não estivesse em casa;

2 - Ter as plantas sempre regadas;

3 - Ter o jardim sempre limpo;

4 - Não desesperar pela óbvia impossibilidade de satisfação do ponto anterior, graças aos inúmeros buracos abertos em vasos e canteiros pelos "meninos e meninas" Titan, Tabú, Tamar, Teia, Témis e Trufa, que destruíram a primeira plantação de manjericão, hortelã, abóboras, malaguetas, papaeiras e laranjeiras - uma verdadeira comoção encontrar a terra toda espalhada pelo chão, com plantas e sementes tudo partido e misturado...;

5 - Não mandar electrocutar os referidos canídeos pelo consequente lodaçal que me provocaram no jardim e dentro de casa nos dias de chuva (fizeram um buraco na porta e por isso podem entrar e sair à vontade);

6 - Conseguir circular com normalidade dentro de casa;

7 - Conseguir dormir numa cama com lençóis limpos todos os dias (muitas vezes ainda só tinha posto o lençol de baixo e já estavam vários instalados para uma bela noite de sono - e sim, funciona o famoso sistema da cama quente tão característico de Macau);

8 - Ser suficientemente forte para ver 6 deles "mudarem de casa", porque é a forma de mais rapidamente conseguirem novas famílias.

Momentos houve em que achei que a Casa da Matilha Amestrada não deveria estar muito longe do aspecto que teriam as habitações dos camponeses da Idade Média...

Até havia ratinhos a passearem nos muros (os que à noite comem os figos que na figueira vão ficando maduros...).

Na verdade, por alguma razão estou a viver na Estrada da Aldeia.

Cada vez sou menos mulher de cidades e grandes aglomerados claustrofóbicos urbanos.


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