DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

16
Jan 09

 

Um filme a não não perder que, espero, deixe marcas...

Estou desejosa de o ver.

Apesar de, aqui por casa, muitas vezes o panorama não ter sido diferente - neste exacto momento divido a cama com 10.

Estou sem saber o que hei-de fazer às pernas...


08
Jul 08


 

Desde hoje, pouco antes do meio-dia.
 
Uma ironia, uma injustiça ter de se eutanasiar um animal como ele.
Com um coração que teimava em bater, em não parar, mesmo quando metade da seringa já tinha sido despejada na corrente sanguínea.
A pele estava numas condições horríveis, os olhos a cegarem e a caminho do glaucoma, a displasia acentuadíssima a limitar-lhe a mobilidade e a dar-lhe dores constantes.
Calcula-se que teria cerca de 15 anos. Muito para um pastor alemão.
Desde que chegou a minha casa, há quase dois anos, viveu constantemente sob medicação.
Os efeitos eram quase nenhuns. Melhorias, só a nível das otites.
Mas o modo como foi possível recuperá-lo há dois anos foi maravilhoso; porque existem pessoas especiais, como o Billy Chan e o amigo que é fisioterapeuta de humanos mas não se importou de ajudar o Sam. É por conhecer gente assim que me sinto mais rica.
O que me dói?
A forma como o Sam hoje olhou para mim.
Como se eu o tivesse abandonado.
Mas não. Se o deixei mudar de casa foi por acreditar que seria muito melhor para ele, melhores condições, melhor tratamento do que o que eu estava a dar-lhe.
Agora tenho o coração cheio de dúvidas.
O meu cão que dava marradinhas estava mesmo muito mal.
Para isso, poderia ter ficado comigo, na casa dele (apesar de o Sam ser da Anima a minha casa era a casa dele).
Too late!
A água já passou debaixo da ponte.
O Sam já está em paz.
Eu é que ainda não.

 

07
Jul 08

Que vai ser abatido amanhã.

É como vou dormir.
Mas egoísmo seria mantê-lo vivo.
É isso o que razão e coração me dizem.
Há dois anos foi precisamente o oposto - pensei que não havia esperança e consegui salvá-lo.
Agora já não se pode fazer nada a não ser libertá-lo desta vida que lhe está a ser muito, muito penosa.
Seja.
É a última prova de afecto que lhe posso dar.
Vou estar ao lado dele.

 

 
publicado por fpg às 20:20

28
Nov 06
Paço de Arcos, Setembro 2006

Um dos encantos das idas a Portugal são as doses de mimo que recebo das minhas sobrinhas, as invariáveis perguntas sobre "como estão os cães?", "porque é que quando aqui é dia em Macau já é noite?", "porque é que a tia não vem viver para ao pé de nós?"...
Desta vez tinha mais uma sobrinha à minha espera...
Ainda não me consegue dar mimos, apesar de ter começado a sorrir quando falava com ela; doce e calma, passou horas a dormir nos meus braços. Da próxima vez que a vir já vai estar a andar!
Com estes adoráveis pézinhos!
publicado por fpg às 21:39

18
Ago 06

Amanhã, 19 de Agosto (porque é o 3o. Sábado do mês), celebra-se o "Dia Nacional dos Animais Sem-Abrigo", criado nos EUA.
Por coincidência, resolvemos fazer um dia de adopção para tentarmos encontrar famílias para alguns dos nossos cães, caso contrário não poderemos continuar a receber novos necessitados.
Este, o Brushy, com outros 5, foi salvo um dia antes de sair do corredor da morte para a ponta da injecção letal.
Parece mentira, não é?
publicado por fpg às 15:04


O meu "porta-chaves", o bebé velhinho da dona, faz 15 anos.
Fui buscá-lo no dia do Portugal-Holanda (Euro 2004), e fiquei chocada com aquela coisa eléctrica e estridente, parecida com um morcego a pilhas...
Todo rapado, com umas orelhas a competirem com as do Dumbo, não correspondia de todo à imagem que eu idealizara. E aquele frenesim todo!
À noite tentei arranjar-lhe donos, entre os que se juntaram na Torre para verem o jogo...
Ninguém me inspirou a confiança suficiente para tomar conta de um cão com quase 13 anos, que acabava de perder a 3a. família porque vinha aí um bebé e alguém achava que os cães podem provocar abortos!...
Ao fim de uma semana já não conseguia pensar em desfazer-me dele; e assim surgiu o 6. elemento da "matilha amestrada".
Tenho medo e não quero que este seja o último aniversário que passa comigo, apesar de já não ver bem e de estar muito mouco; adora passear de carro, mimos e massagens, esfregar-se nos lençóis e perceber que o estamos a desafiar para brincar. Espero que continue saudável e com vitalidade como até aqui.
E que me acompanhe no dia em que eu voltar para Portugal.
publicado por fpg às 14:37

14
Jul 06
Coloane, Julho 2006

A Gaia, o Omar, o Tyro, a Hera e o Pasha têm quase dois meses (faltam 2 dias).
Já todos saíram do ninho que foi a minha casa; a Gaia foi viver com o Café que também lá viveu, assim como o Eros, a que se juntaram a Hera e o Omar; o Pasha e o Tyro também vão, após voltas inesperadas de algumas vidas, ficar a viver juntos.
No Domingo fizeram-me uma visita... foi tão bom voltar a vê-los, lindos, ternurentos e grandes, que grandes! Todos 100% salsichas como a mãe, mas a Gaia e o Tyro com a marca peluda do pai completamente evidente!
Recordar o que foram as tão rápidas seis semanas em que, dia após dia, os vi crescer é vertiginoso... tantas fotografias ficaram por tirar, filmes por fazer!
Os cordões umbilicais que caíram ao Pasha, à Gaia e ao Omar pouco mais de 24 horas depois de terem nascido, enquanto que a Hera e o Tyro "esperaram" cerca de 3 dias, o lento desabrochar dos olhos e dos ouvidos, os primeiros passos do Omar que se despachou mais cedo por ser o mais leve, cinco caudas a abanar freneticamente quando nos viam...
Diz o povo que "parir é dor e criar é amor"...
Com os meus cãezinhos vivi esse ditado - quando nasceram eram uns rolos inexpressivos (confesso que compreendi a hesitação das parturientes quando olham para os seus bebés recém-nascidos e são acometidas pela horrível sensação de não encontrarem em si o amor avassalador que esperavam lhes inundasse os corações ao contemplá-los), que guinchavam quando lhes pegávamos ... Depois foram-se acostumando ao toque das mãos, diferente das lambidelas e focinhadas da mãe, a reagir quando os chamávamos, até ao guincharem desesperadamente pela nossa atenção.
Invadiram-nas e tornaram mais bonitas a minha vida e as de alguns dos meus amigos... e todos os novos donos estão completamente babados e felizes com os seus Marycreamosos. E eu orgulhosíssima! Estão lindos, saudáveis - pudera! alimentados com suplementos de leite, sopas de carne, vegetais e maçã, vitaminas, logo a partir das 3 semanas para que a Mary não se desfizesse e eles não ficassem subnutridos -, brincalhões, felizes.
Fiquei mais rica com esta dádiva inesperada.
publicado por fpg às 16:52

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