DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

05
Fev 09

 

versus selvajaria humana.

Ninguém parou para socorrer o animal ferido.

Nem sequer quando foi óbvio que estava a acontecer um salvamento insólito.

Vergonha...

publicado por fpg às 12:05

04
Fev 09

receber telefonemas de gente que quer cães, pequenos e puros, de raça...

Pois eu quero que vão todos para o raioqueosparta!

publicado por fpg às 04:51

20
Jan 09

Agora que Barak Obama está a minutos de tomar posse espero que entre as suas prioridades em termos de política externa esteja pôr um freio em israelitas e palestinianos.

Que ajude a melhorar a economia mundial e a criar harmonia entre raças, credos e visões partidárias (que no fim vai tudo dar no mesmo).

E que quem lhe siga os passos em termos de adopção de animais, não se arrependa do entusiasmo demasiado depressa. Nem nunca.

Que hoje comece uma fase que não desiluda os muitos milhões que estão cheios de esperança.

Eu gostaria de os ver felizes.


19
Jan 09

 

Compreendem agora tudo o que escrevi em posts anteriores?

publicado por fpg às 14:37

16
Jan 09

 

Um filme a não não perder que, espero, deixe marcas...

Estou desejosa de o ver.

Apesar de, aqui por casa, muitas vezes o panorama não ter sido diferente - neste exacto momento divido a cama com 10.

Estou sem saber o que hei-de fazer às pernas...


15
Jan 09

- Já estás acordada?

 

- A que horas me vens buscar?

 

- Porque é que não me telefonaste?

 

- Podes trazer alguns cães?

 

-Como é que está o teu dedo?

 

Tudo isto são algumas das diferentes questões colocadas pela Laura em início de conversa telefónica comigo.

Desde que decorou o meu número.

O primeiro e único número de telefone que decorou até agora...

Claro que todo o mérito pertence à Matilha Amestrada, que faz de mim a tia mais desejada!


16
Dez 08

texto de Ana Patrícia Oliveira

São peludos, brincalhões, meigos, têm quatro patas e são incapazes de fazer qualquer julgamento. Estas são as características dos simpáticos "terapeutas" que ajudam crianças e adultos problemáticos, deficientes ou pessoas com dificuldades em ultrapassar algumas lacunas das suas vidas.

Que o cão é o melhor amigo do Homem, isso já sabemos, mas que ele pode ajudar a superar alguns problemas do foro social, cognitivo, motivacional, físico e até emocional, isso é novidade. As actividades assistidas por animais (AAA) e a terapia assistida por animais (TAA) começam a ganhar visibilidade no nosso País. Voluntários, psicólogos, veterinários, clínicas e associações dedicam-se a esta terapia que tem vindo a ajudar diversos doentes a encontrar um equilíbrio entre a natureza e o seu bem-estar.

 

ÂNIMAS (Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social) garante a melhoria da qualidade de vida de pessoas com dificuldades físicas e psicológicas. "Implementamos programas de actividade assistidas por animais e terapia assistida por animais, possibilitando a descontracção e a gratificação através das AAA e os resultados clínicos através das TAA", explica Liliana de Sousa, Presidente da instituição.

 

Mas em que consistem ambas as técnicas? No caso da AAA, o voluntário e o seu cão visitam instituições, como lares, prisões, escolas de ensino especial, onde os utentes recebem o animal como um amigo que os vai ajudar a criar laços, responsabilidade e emoções.

 

"Num lar de terceira idade o que acontece, na maioria dos casos, é que os utentes raramente têm um toque emotivo, apesar de terem um toque técnico ou profissional. O cão vai proporcionar um tacto meigo e, desta forma, proporciona bem-estar às duas espécies", exemplifica Liliana de Sousa.

 

Já no caso das TAA, o animal é acompanhado por um técnico de saúde que vai utilizar o cão como mediador das suas técnicas, tornando-as mais facilitadas e agradáveis para o paciente.

 

"Terapeutas" de quatro patas

 

A preparação é um dos passos mais importantes nas técnicas que aplicam animais como apoio. Por isso, a ANIMAS organiza cursos que permitem um rendimento positivo na utilização de ambas as técnicas (AAA e TAA). Os animais e seus "utilizadores", voluntários ou profissionais de saúde são convidados a aprender a relação com o cão pode potenciar os estímulos dos doentes, proporcionando resultados. A docente na Universidade do Porto explica que a educação dos animais se baseia no método de Clicker, que funciona através do reforço positivo. Ou seja, "enquanto está a aprender o cão tem de sentir que faz parte de uma brincadeira", o que ajudará a incrementar a motivação no animal.

 

Apesar da formação, nem todos os cães poderão ser utilizados para estes processos. Mesmo que as suas qualidades sejam evidentes, será necessária uma formação prévia para o dono e para o cão. Segundo a presidente da ÂNIMAS, no caso da AAA, estes têm de apresentar características específicas, como a não agressividade, a obediência, concentração, a ligação à figura humana e sensibilidade auditiva média.

 

Já os cães utilizados na TAA, embora possam pertencer a qualquer raça, "para além de todas as características referidas anteriormente, têm de passar por um teste comportamental antes de iniciarem a formação", sublinha.

 

A investigação científica neste âmbito consiste em mais um dos objectivos da associação sedeada no Porto. "O facto de já trabalharmos nesta área obriga-nos a comprovar os resultados. Temos de saber em que medida é benéfico, como quantificar esse benefício, pelo que recorremos à investigação em vários níveis e de várias formas" termina Liliana de Sousa.

 


O que os animais podem oferecer?

» Elo de ligação com a Natureza;

» Contribuem para o desenvolver de sentimentos positivos;

» Contribuem para a aquisição de sentimentos de conforto e bem-estar;

» Oferecem momentos de pura diversão e brincadeira com o animal (ao mesmo tempo que é terapêutico);

» Permitem a estimulação mental, emocional e física;

» Permitem a promoção o contacto e a troca de afectos (importante em terapia);

» Permitem a promoção da responsabilidade

» Oferecem amor incondicional sem quaisquer tipos de julgamentos.

 

publicado por fpg às 09:44

03
Dez 08

Paralela a Ítaca, tem praias maravilhosas e paisagens de encher a alma.

Foi nela que filmaram "Capitão Corelli"

Entre aldeias arrasadas por tremores de terra, cenários do filme, grutas e paias de águas cristalinas passámos um dia inesquecível.

Para mim ainda mais, porque fui brindada com a companhia duma cachorra super brincalhona e porque, num rebanho de cabras, ainda consegui agarrar uma borreginha recém-nascida que andava perdida da mãe, no meio do matagal, e acabei por juntá-las.

Sem esquecer o nosso motorista de táxi, antigo marinheiro mercante, com uns olhos azuis como as águas da praia, que falava espanhol e que nos entreteve a falar das suas viagens a Cuba...

 


12
Nov 08

A 3 semanas sem milagre filipino, vulgo empregada, a uma média de 16 cães por dia em casa (porque comecei com, acho que, 20 e acabei, acho que, com 13 - o número exacto de cães há muito que deixou de ser contado lá naquele sítio onde vivo)!

As regras de sobrevivência principais foram:

1 - Ter sempre água limpa e comida em quantidade suficiente para que não ocorressem batalhas campais enquanto eu não estivesse em casa;

2 - Ter as plantas sempre regadas;

3 - Ter o jardim sempre limpo;

4 - Não desesperar pela óbvia impossibilidade de satisfação do ponto anterior, graças aos inúmeros buracos abertos em vasos e canteiros pelos "meninos e meninas" Titan, Tabú, Tamar, Teia, Témis e Trufa, que destruíram a primeira plantação de manjericão, hortelã, abóboras, malaguetas, papaeiras e laranjeiras - uma verdadeira comoção encontrar a terra toda espalhada pelo chão, com plantas e sementes tudo partido e misturado...;

5 - Não mandar electrocutar os referidos canídeos pelo consequente lodaçal que me provocaram no jardim e dentro de casa nos dias de chuva (fizeram um buraco na porta e por isso podem entrar e sair à vontade);

6 - Conseguir circular com normalidade dentro de casa;

7 - Conseguir dormir numa cama com lençóis limpos todos os dias (muitas vezes ainda só tinha posto o lençol de baixo e já estavam vários instalados para uma bela noite de sono - e sim, funciona o famoso sistema da cama quente tão característico de Macau);

8 - Ser suficientemente forte para ver 6 deles "mudarem de casa", porque é a forma de mais rapidamente conseguirem novas famílias.

Momentos houve em que achei que a Casa da Matilha Amestrada não deveria estar muito longe do aspecto que teriam as habitações dos camponeses da Idade Média...

Até havia ratinhos a passearem nos muros (os que à noite comem os figos que na figueira vão ficando maduros...).

Na verdade, por alguma razão estou a viver na Estrada da Aldeia.

Cada vez sou menos mulher de cidades e grandes aglomerados claustrofóbicos urbanos.


26
Ago 08
Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima.
Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.
O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento.
"O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria", diz Fabio Ravaglia, médico ortopedista do Albert Einstein, Oswaldo Cruz e do Hospital Santa Catarina e titular da Academia de Medicina de São Paulo.
Ravaglia conduz em breve no Brasil uma pesquisa nos moldes daquela feita na Austrália. Ele observa que levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas.
Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos, ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepática e mesmo na resistência à insulina. No animal e no dono.
O empresário da área de paisagismo Fábio Colombo é prova de que caminhar com o cão representa ganho para a saúde, "física e mental", conforme diz ele. Atleta, deixou de fazer suas atividades físicas por causa de uma hérnia de disco que adquiriu.
"Quando achei que teria de parar de me exercitar, percebi que tinha no Bernardo [um labrador de 1 ano e meio] um aliado", conta. Todas as noites, ele caminha cerca de uma hora com o bicho.
A psiquiatra Gisela Mattos, dona do labrador Indiana, de 12 anos, diz que, além de ver nas caminhadas ao lado do animal sua única forma de fazer exercícios físicos, esta é uma oportunidade de interagir com os amigos que tem no bairro paulistano dos Jardins. " É unir o útil ao agradável", destaca.
Exames para ambos:
Antes de sair para as caminhadas, recomenda Fabio Ravaglia, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos.
"Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal", observa Ravaglia. "Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural, problemas de coluna e cardíacos."
Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais. A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas.
Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono. "Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e, no caso de determinadas raças, focinheiras. E mantenha a vacinação em dia, recolhendo as fezes do animal", orienta.
Ravaglia diz que para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. O ortopedista lembra, ainda, que é importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. "Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento."
Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada; hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.
Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.
(Gazeta Mercantil - Alexandre Staut)

18
Ago 08
É verdade, o meu porta-chaves a pilhas fez mais um ano!

Cada vez mais velhinho, mas felizmente saudável, segundo as análises e o Vet que o viu há pouco mais de 1 mês.

Para minha alegria.

Aqui fica um vídeo para a posteridade.



publicado por fpg às 23:48

08
Jul 08


 

Desde hoje, pouco antes do meio-dia.
 
Uma ironia, uma injustiça ter de se eutanasiar um animal como ele.
Com um coração que teimava em bater, em não parar, mesmo quando metade da seringa já tinha sido despejada na corrente sanguínea.
A pele estava numas condições horríveis, os olhos a cegarem e a caminho do glaucoma, a displasia acentuadíssima a limitar-lhe a mobilidade e a dar-lhe dores constantes.
Calcula-se que teria cerca de 15 anos. Muito para um pastor alemão.
Desde que chegou a minha casa, há quase dois anos, viveu constantemente sob medicação.
Os efeitos eram quase nenhuns. Melhorias, só a nível das otites.
Mas o modo como foi possível recuperá-lo há dois anos foi maravilhoso; porque existem pessoas especiais, como o Billy Chan e o amigo que é fisioterapeuta de humanos mas não se importou de ajudar o Sam. É por conhecer gente assim que me sinto mais rica.
O que me dói?
A forma como o Sam hoje olhou para mim.
Como se eu o tivesse abandonado.
Mas não. Se o deixei mudar de casa foi por acreditar que seria muito melhor para ele, melhores condições, melhor tratamento do que o que eu estava a dar-lhe.
Agora tenho o coração cheio de dúvidas.
O meu cão que dava marradinhas estava mesmo muito mal.
Para isso, poderia ter ficado comigo, na casa dele (apesar de o Sam ser da Anima a minha casa era a casa dele).
Too late!
A água já passou debaixo da ponte.
O Sam já está em paz.
Eu é que ainda não.

 

07
Jul 08

Que vai ser abatido amanhã.

É como vou dormir.
Mas egoísmo seria mantê-lo vivo.
É isso o que razão e coração me dizem.
Há dois anos foi precisamente o oposto - pensei que não havia esperança e consegui salvá-lo.
Agora já não se pode fazer nada a não ser libertá-lo desta vida que lhe está a ser muito, muito penosa.
Seja.
É a última prova de afecto que lhe posso dar.
Vou estar ao lado dele.

 

 
publicado por fpg às 20:20

28
Jun 08

Hoje vou dormir mais leve. 

A Gueixa, que esteve 3 dias internada, devido a hemorragias, vai agora comigo para casa!
Espero que viva bastante para além dos 12 anos que, pensamos, deve ter.
publicado por fpg às 01:11

30
Jan 07
Macau, Junho 2006



A felicidade consiste em dá-la.
Christopher Hoare


29
Nov 06


 

De vez em quando, quando sinto que aguentarei as várias dolorosas narrativas quase diariamente editadas no www.embuscadeumdono.blogsopt.com, lá vou lendo os apelos desesperados que os que gostam de animais, e em especial de cães, lá vão deixando.
Hoje fiquei siderada com o caso do Alex.
Onde é que as pessoas têm o coração, as emoções, os resquícios de solidariedade?
Como é que este e outros casos são possíveis num país que se quer de "gente civilizada"?
Já não falo dos que fizeram o mal, porque infelizmente proliferam por todo o lado, mas dos que ao longo de dois dias se mostraram insensíveis e incapazes de "dar uma mão" àquele pobre cão.
Se calhar teriam a mesma postura se de uma pessoa se tratasse...
E como é que as autoridades nada fizeram? Para que é que foram eleitos ou contratados?
Quantos Alex, animais e humanos, existirão todos os dias em Portugal?
Que raiva!
publicado por fpg às 16:18

18
Ago 06

Amanhã, 19 de Agosto (porque é o 3o. Sábado do mês), celebra-se o "Dia Nacional dos Animais Sem-Abrigo", criado nos EUA.
Por coincidência, resolvemos fazer um dia de adopção para tentarmos encontrar famílias para alguns dos nossos cães, caso contrário não poderemos continuar a receber novos necessitados.
Este, o Brushy, com outros 5, foi salvo um dia antes de sair do corredor da morte para a ponta da injecção letal.
Parece mentira, não é?
publicado por fpg às 15:04


O meu "porta-chaves", o bebé velhinho da dona, faz 15 anos.
Fui buscá-lo no dia do Portugal-Holanda (Euro 2004), e fiquei chocada com aquela coisa eléctrica e estridente, parecida com um morcego a pilhas...
Todo rapado, com umas orelhas a competirem com as do Dumbo, não correspondia de todo à imagem que eu idealizara. E aquele frenesim todo!
À noite tentei arranjar-lhe donos, entre os que se juntaram na Torre para verem o jogo...
Ninguém me inspirou a confiança suficiente para tomar conta de um cão com quase 13 anos, que acabava de perder a 3a. família porque vinha aí um bebé e alguém achava que os cães podem provocar abortos!...
Ao fim de uma semana já não conseguia pensar em desfazer-me dele; e assim surgiu o 6. elemento da "matilha amestrada".
Tenho medo e não quero que este seja o último aniversário que passa comigo, apesar de já não ver bem e de estar muito mouco; adora passear de carro, mimos e massagens, esfregar-se nos lençóis e perceber que o estamos a desafiar para brincar. Espero que continue saudável e com vitalidade como até aqui.
E que me acompanhe no dia em que eu voltar para Portugal.
publicado por fpg às 14:37

14
Jul 06
Coloane, Julho 2006

A Gaia, o Omar, o Tyro, a Hera e o Pasha têm quase dois meses (faltam 2 dias).
Já todos saíram do ninho que foi a minha casa; a Gaia foi viver com o Café que também lá viveu, assim como o Eros, a que se juntaram a Hera e o Omar; o Pasha e o Tyro também vão, após voltas inesperadas de algumas vidas, ficar a viver juntos.
No Domingo fizeram-me uma visita... foi tão bom voltar a vê-los, lindos, ternurentos e grandes, que grandes! Todos 100% salsichas como a mãe, mas a Gaia e o Tyro com a marca peluda do pai completamente evidente!
Recordar o que foram as tão rápidas seis semanas em que, dia após dia, os vi crescer é vertiginoso... tantas fotografias ficaram por tirar, filmes por fazer!
Os cordões umbilicais que caíram ao Pasha, à Gaia e ao Omar pouco mais de 24 horas depois de terem nascido, enquanto que a Hera e o Tyro "esperaram" cerca de 3 dias, o lento desabrochar dos olhos e dos ouvidos, os primeiros passos do Omar que se despachou mais cedo por ser o mais leve, cinco caudas a abanar freneticamente quando nos viam...
Diz o povo que "parir é dor e criar é amor"...
Com os meus cãezinhos vivi esse ditado - quando nasceram eram uns rolos inexpressivos (confesso que compreendi a hesitação das parturientes quando olham para os seus bebés recém-nascidos e são acometidas pela horrível sensação de não encontrarem em si o amor avassalador que esperavam lhes inundasse os corações ao contemplá-los), que guinchavam quando lhes pegávamos ... Depois foram-se acostumando ao toque das mãos, diferente das lambidelas e focinhadas da mãe, a reagir quando os chamávamos, até ao guincharem desesperadamente pela nossa atenção.
Invadiram-nas e tornaram mais bonitas a minha vida e as de alguns dos meus amigos... e todos os novos donos estão completamente babados e felizes com os seus Marycreamosos. E eu orgulhosíssima! Estão lindos, saudáveis - pudera! alimentados com suplementos de leite, sopas de carne, vegetais e maçã, vitaminas, logo a partir das 3 semanas para que a Mary não se desfizesse e eles não ficassem subnutridos -, brincalhões, felizes.
Fiquei mais rica com esta dádiva inesperada.
publicado por fpg às 16:52

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