DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

14
Fev 11

Moreno. Q dizer do Moreno? Q é moreno. Calmo, discreto, tem aquele je ne sais pas quois q mexe c as mulheres. Ou melhor, sabe-se trés bien, pq mescla um pouco de ar de Calimero c uma pose, soft, de doce D. Juan. Elogio fácil, acompanhado de toque meigo... O verdadeiro sedutor. Difícil tvz saber qtas mulheres lhe passaram já pelos braços...

Bianca. Já de Bianca pode dizer-se q é extrovertida, comunicativa, mto fácil de conhecer. Era a rapariga q tds cativava, por qm mtos rapazes se apaixonavam. N q disso tenha tirado alguma vantagem, já q a sua vida sentimental é um verdadeiro mistério, ao qual mto poucos têm acesso; apenas as pessoas q lhe mereçam confiança, nem q seja por algumas horas. Q a vida tem destas coisas!

A vida podia tê-los juntado, m tal n aconteceu.

Apesar de haver alguma atracção, e há mtos anos, havia algo em Moreno q n "batia" certo.

Bianca intuia-o c tds os seus sentidos, como os animais conseguem sentir catátrofes naturais antes destas acontecerem.

E se há algo em q Bianca confia é na sua intuição. Q + uma x n a enganou.

Naquele fim de tarde, naquela ilha maravilhosa foi confrontada c a verdade...

Homossexual! NÃO!!!

Pois... Garantidamente.

Primeira experiência há cerca de 15 anos.

Já passou algum tempo, desde o dia da revelação. Confirma-se q Moreno vai mantendo encontros suspeitos, c rapazes + novos. E é há mtos anos conhecido nos meios gay.

Bianca acredita q Moreno seja n homo m bissexual. Caso contrário vive a maior hipocrisia pois, neste momento, tem uma namorada há quase um ano.

Q perversão! Q egoísmo!

E os familiares e amigos tds babados a acharem q ele é o maior engatatão. Hilário. No dia em q souberem a verdade é aconselhável q a maioria esteja sentada...

E o + triste no meio de tudo é q por detrás de um ar de bondade se esconde um coração perverso.

Pq só alguém mto mal resolvido em termos emocionais faria o q Moreno fez a Bianca, no dia em q se realizou a missa de corpo presente da Mãe dela.

No fim, aproximou-se, deu-lhe um beijo e disse-lhe: "A RP manda-te um beijinho. Sabes qm é? Minha namorada! É tão querida!!!"

Bianca só pôde sentir pena dele. E n disse m pensou "os dias em q dormimos no mm quarto, m em q n quis estar contigo, ficaram-te atravessados na garganta de tal forma q, no momento da minha vida em q me vês pior, aproveitas p me agredir. Pobre triste!"

De facto, anos antes de Bianca saber a verdade, e dte umas férias tinham, p rachar despesas, partilhado um quarto.

Apesar de terem dormido lado a lado vários dias, nd aconteceu. Foram apenas óptimos companheiros de quarto. Apesar dele ter dormido de T-shirt e sem cuecas do primeiro ao penúltimo dia e td nú e destapado no último.

Bianca ficou convencida q Moreno está habituado a lançar o isco e dps as mulheres q façam o resto.

Pois c ela deu-se mal. E se só queria sexo por sexo, azar, n devia ter deixado a boneca insuflável em casa.

No fim, Bianca está feliz, o feliz q é possível numa história c estes contornos.

Triste por todas as enganadas. Triste pelo Moreno q é um Triste.

M Feliz por ter seguido a sua intuição, q + u x n a enganou.

 

 

 

 

 

publicado por fpg às 06:29

31
Mar 09

No meio da "devastação" emocional desta última quinzena de Março, hoje resolvi "arregaçar as mangas" e tentar marcar a viagem para o Rajastão, aproveitando os pontos que tenho na Asia Miles.

Maravilha das maravilhas! Não só a consegui marcar para os dias/horas pretendidos, como apenas tenho de gastar metade das milhas. Bom demais!

Assim, entre 23 de Outubro e16 de Novembro ninguém me verá aqui pela "Cidade do Santo Nome...".

Yes!


26
Jan 09

É como estou graças a este briol esperado mas indesejado.

Num dia ando de T-Shirt, dois dias depois tenho de pôr não sei quantas caxemiras em cima, dormir com saco de água-quente, lençóis de inverno, 11 cães, meias...

A temperatura desceu muitos graus, qualquer que seja a escala. Prefiro nem saber quantos porque isso ainda me deixa mais deprimida.

Só de pensar que se não tivesse partido o dedo, o mais provável seria estar a milhas de distância daqui a esta hora, num qualquer bem quentinho sítio...

Bem provavelmente no Rajastão, apesar daquele sistema de castas me estar a irritar bastante, mais o tratamento dado aos intocáveis e às mulheres, principalmente quando elas só têm raparigas em vez de rapazes.

Ó gente tacanha e desinformada! Quem determina o sexo são os machos!

Acho que se deveria fazer uma campanha de esclarecimento sobre este assunto a nível mundial.

Talvez se evitassem alguns dos maus tratos perpetrados contra mulheres em muitos países, por familiares frustrados ignorantes.

Ainda hei-de voltar a este assunto.


03
Dez 08

Paralela a Ítaca, tem praias maravilhosas e paisagens de encher a alma.

Foi nela que filmaram "Capitão Corelli"

Entre aldeias arrasadas por tremores de terra, cenários do filme, grutas e paias de águas cristalinas passámos um dia inesquecível.

Para mim ainda mais, porque fui brindada com a companhia duma cachorra super brincalhona e porque, num rebanho de cabras, ainda consegui agarrar uma borreginha recém-nascida que andava perdida da mãe, no meio do matagal, e acabei por juntá-las.

Sem esquecer o nosso motorista de táxi, antigo marinheiro mercante, com uns olhos azuis como as águas da praia, que falava espanhol e que nos entreteve a falar das suas viagens a Cuba...

 


27
Nov 08

Estou muito decepcionada com o vosso comportamento.

Logo agora que a minha amiga Cláudia me propôs fazermos a viagem à Índia com que ando a sonhar há anos, vocês embicam precisamente para esse país?

Isso não se faz!

Estragarem os meus planos é uma injustiça tremenda e mostra um grande egoísmo da vossa parte...

Com tantos prédios para implodir por esse mundo fora, com tantas pedreiras para rebentar, estradas para abrir, escolas e hospitais para construir, fome para matar, doenças para erradicar, vocês seus energúmenos histéricos, suas antas religiosas fundamentalistas, seus abéculas frustrados, vão colocar bombas em cidades de países onde a morte habita as ruas, onde circular pela cidade nas zonas pobres é o mesmo que levar murros na boca do estômago sem que para tal estejamos minimamente preparados?

Pior que isso, vão colocar as bombas em cafés, cinemas, hospitais de mulheres e crianças, em hotéis?

Malditos sejam!

Querem tornar a Índia ainda mais miserável rebentando-lhe com as receitas do turismo, rebentando-lhe com a economia, tal como fizeram com o Egipto?

Malditos sejam!

E quando lerparem e não encontrarem nem deus, nem maomé, nem virgens à vossa espera o que é que vão fazer? Croché?

Ou fumar ópio e dizer que afinal pelo menos numa coisa o Marx estava certo?

Faço votos muito sinceros para que na próxima encarnação todos os que nesta foram muçulmanos terroristas nasçam retretes públicas; assim viverão sempre rodeados, plenos de "Meca"!


25
Nov 08

Chegar a Bodrum cerca de 24 horas depois do jogo Portugal-Turquia parecia, no mínimo, embaraçoso.

Eu estava feliz por voltar a um país que, em 2001, me encantara e onde ainda sei que hei-de voltar mais vezes.

O dia foi inesquecível. Por variadíssimas razões

A cidade é lindíssima, apesar de excessivamente turística, os habitantes hospitaleiros e apesar do beicinho que muitos faziam aos saberem-nos portugueses, desejaram-nos boa sorte para o resto do campeonato e ainda me ofereceram presentes num supermercado por ser portuguesa.

Também deu para assistir a uma casamento de conveniência, no restaurante onde almoçámos (eu como andava às mércolas perdi o espectáculo e não pude fazer photos), entre uma sueca e um dos empregados que nos serviu (nenhum de nós conseguiu perceber muito bem a causa da conveniência, mas parece que foi mesmo uma aposta da noiva).

Um dos nossos, já não me lembro quem, ainda serviu de testemunha e leu a papelada toda: ela tinha 42 anos e ele (acho que) 26.

Quando voltei já estavam casados e na parte dos abraços, beijos e fotografias.

O noivo "penso eu de que" deve ter recebido bom dinheiro mas não fazia esforço nenhum para disfarçar o ar de frete; só de m'alembrar sobe-me cá uma depressão!

Algo muito surrealista e, de preferência, a evitar, coisa mais desenxabida...

À noite, quando íamos a caminho do barco, por volta das onze e tal ele andava no ailô com os amigos...

Bodrum é também uma cidade com um rico passado histórico; adorei as horas que passei no castelo.

Em termos de compras e restaurantes a dificuldade é... escolher.

 

 

 


Enquanto não consigo colocar aqui no blog tudo o que ainda tenho sobre o Egipto, entre filmes e fotografias (porque o sistema do meu telefone é incompatível com os que o Sapo Vídeos aceita e porque ainda não percebo nada de edição das muitas horas que gravei, com a máquina de vídeo especialmente comprada para o efeito), aproveito para trazer à luz as fotografias que ainda faltavam da Grécia...
publicado por fpg às 02:33

20
Nov 08
publicado por fpg às 12:17

19
Nov 08

Estas fotografias foram tiradas em Maiorca - Agosto 2005 - e nunca tinham saído do computador...

São de umas grutas perto de Porto Cristo, da Fortaleza e de outros locais de Palma de Maiorca.

Apesar de eu ter posto as imagens por ordem, o programa misturou-as todas... moderninho!


29
Out 08

Conheceram-se na praia onde ela sempre passou férias, a miúda de 14 anos e o rapaz de 22.

A família dele era, o que se pode designar em linguagem moderna, disfuncional.
O pai, com muito amor para dar, tinha, nada mais nada menos, que sete filhos de 4 mulheres.
O Leo era filho único, de uma mãe não portuguesa, e nunca teve qualquer contacto com o resto dos ½-irmãos.
Tal só veio a suceder já adulto, após a morte da mãe.
Passou então a viver com o pai, com a madrasta do momento, e com as/os ½-irmã/os, uns mais velhos e outros mais novos que ele.
Tudo correu o bem possível para quem acaba de perder a mãe e tem de se integrar numa família portuguesa que parece reger-se por valores semi-islâmicos no que se refere à questão do casamento.
Mas eis que a voz do sangue é forte, há tendências que se perpetuam, e a meia-irmã Sana, com 16 anos, se apercebe do poder da sedução que as mulheres têm, e resolve seduzir alguns rapazes do grupo que se juntava nas férias.
Tinha tanto amor para dar como o pai...
Mas o grande drama estava a preparar-se, porque entre os troféus da época resolveu incluir o Leo, sim o meio-irmão!
A Maria, com uma sensibilidade e intuição fora do comum, apercebeu-se da que algo estranho se passava entre a Sana e o Leo; será que mais ninguém notava?
Uma noite na flat em que a família ficava, a intimidade entre os dois foi tão ostensiva, que a jovem teve a certeza que estavam todos a negar a evidência...
Sim, porque se ela com 14 anos se apercebera do que se estava a passar, inclusivamente dos ciúmes que o Leo manifestava em relação ao namorico que a Sana entretanto tinha assumido com o Manuel, um panhonha, era impossível que os adultos fossem todos cegos!
No dia seguinte, na praia, por estranho desígnio, uma vez que nem tinham muita confiança um com o outro, o Leo e a Maria foram passear pelo extenso areal, como não há outro no Algarve, que convida a longas caminhas propícias a confidências...
Lá devem ter começado por falar, ele dos seus estudos universitários em Coimbra, ela do seu sonho de um dia tirar o seu curso na Lusa-Atenas, e de outras pequenas coisas que ajudaram a que a conversa resvalasse gradualmente para uma maior intimidade.
Até ao ponto em que a Maria tem diante de si um homem de 22 anos, destroçado, cuja mãe morreu, que de repente se vê integrado numa família de valores aberrantes (que é a única que tem em Portugal), e que seja porque “o coração tem razões que a razão desconhece” seja porque a Sana estava em maré de seduzir tudo o que viesse à rede (sim porque interessada nele não estava – ambas as jovens conversaram sobre o assunto), dá por si, de repente, completamente apaixonado pela meia-irmã, que conheceu cerca de um ano antes.
A Maria que, apesar da pouca experiência de vida sabe o que é estar apaixonada, o quanto é difícil mandar no coração, fica sem saber o que dizer...
Sofre por ele, e faz a única coisa possível: as perguntas e os comentários que ajudam a que a catarse se faça na totalidade.
As férias acabaram.
O Leo nunca mais voltou.
Soube-se, mais tarde, que a Sana acabara por engravidar dele.
A criança nunca nasceu.
Ele foi escorraçado da família de cegos hipócritas que se recusou a ver o que se estava a passar a olho nú à frente de todos.
A Sana também nunca mais voltou.
Oito anos passados, na Figueira da Foz, voltou a ver o Leo, um homem de olhos tristes como o mar em dias de temporal.
Estava com amigos, bem disposto, no final de um jogo em que a Académica derrotara a Naval.
Mas não teve coragem de lhe falar.
Sabia que estava, para sempre, ligada à, talvez, mais dolorosa fase da vida dele. Para quê recordar-lha?

 

publicado por fpg às 10:36

23
Out 08

 

 

publicado por fpg às 17:11

22
Out 08

Será possível?

Não sei o que se passa comigo ou, melhor, sei bem demais, mas é de tal modo insólito que me sinto atónita...

Será que podemos apaixonar-nos (com um Amor daqueles que nos perturba o sono, nos faz felizes, nos faz sonhar, nos dá vontade de reviver momentos inesquecíveis) por um deserto?!

Não, não fiquei apanhada pelo clima porque o calor não era abrasador...

Será que nas várias formas de que a Natureza se reveste também podemos ter uma alma-gémea?

 

 

Gosto muito do mar, fiquei deslumbrada, extasiada mesmo, com algumas das paisagens do Tibet, mas o Deserto Branco invadiu-me o coração e não deixou nenhum cantinho vazio. E nem estamos em fase de cheias do Nilo...

Só sinto que tenho de lá voltar.

Não me canso de olhar as fotografias que como que trazem mel para dentro de mim.

Tenho saudades daquela comunhão silenciosa, daquelas dezenas de quilómetros de deslumbramento em que, a cada passo, o olhar descobria uma nova beleza.

 

 

Tudo o que recordo faz com que a respiração no meu peito nunca mais tenha sido igual desde o dia em que parti.

Tenho saudades.

Tantas que provocam dor.

Só quem lá esteve poderá compreender o que sinto.

*Théodore Monod, um homem que viveu o Deserto como poucos, testemunhou em "A Esmeralda dos Garamantes"/L' Émeraude des Garamanthes:

 

 "Não, não é agradável [...] os salpicos da regurgitação do camelo, a comichão da carraça nas calças, a água salobra, a comida com areia, as noites ventosas. Os desconfortos desta vida são muitos.[...]
A paragem do meio-dia é tórrida? Este vento diabólico? [...] Não te queixes. Suporta. Tem paciência. Cerra os dentes. A vingança virá mais cedo ou mais tarde.
De resto conheço-te bem. Quando ela vier, essa vingança tão esperada, quando te deitares, saciado, com iguarias delicadas que não te estalaram sob os dentes, saciado com uma água incolor, sem pêlos de bode, numa cama de sibarita, sob um tecto, no quente, então, em vez de saboreares de forma duradoura a tua felicidade, muito rapidamente, assim que o grande cansaço das tuas caminhadas solitárias estiver esquecido, então começas a sentir falta das tuas rudes etapas, dos teus pés escalavrados, dos teus lábios gretados, dos teus sonos enroscado sob as estrelas.

E, na primeira oportunidade, tal como eu, voltas a partir..."


 

Non, ce n' est pas agréable [...] les éclaboussures de régurgitat camelin, le rostre de la tique dans ta culotte, l' eau saumâtre, les gruaux sablés, les nuits venteuses. Les désagréments de cette vie sont copieux. [...]
La halte méridienne est torride? Ce vent diabolique? [...] Ne te plains pas. Supporte. Patiente. Serre les dents. La revanche, tôt ou tard, viendra.
D' ailleurs, je te connais bien. Quand elle sera venue, cette vengeance tant esperée, quand tu coucheras, rassasié de mets délicats qui n' auront pas craqué sous la dent, désaltéré d' une eau incolore, sans poils de bouc, dans un lit de sybarite, sous un toit, au chaud, alors, au lieu de savourer durablement cette félicité, très vite, dès que la grosse fatigue de tes marches solitaires sera oubliée, alors tu te prendras à regretter tes rudes étapes, tes pieds écorchés, tes lèvres éclatées, tes sommeils recroquevillé sous les étoiles.
Et, à la premiére occasion, comme moi, tu repartiras...

 

 
 
E eu nem tive muito frio, não fiquei com os pés em ferida...
Tenho é a alma em ferida.
Não queria ter saído de lá...
 
 

 

*Tirado de Mochila às Costas 


19
Out 08


publicado por fpg às 16:48

18
Out 08

O mais belo e imponente de todos os túmulos que vi no Vale dos Reis.



17
Out 08

Na prática, foram o primeiro monumento que vi ao vivo, a caminho do Vale dos Reis.

O dia ainda despontava, refazia-me da seca à entrada da ponte, os balões emolduravam o céu e resolvi aproveitar o não estarem mais turistas no local para fazer as minhas fotografias à vontade.

publicado por fpg às 03:30

16
Out 08

De volta a casa, após ter vivido as melhores férias da minha vida, estou com cabeça e coração completamente inundados de Egipto e Deserto Branco, como se o Nilo mos tivesse invadido de enxurrada à qual fiquei passivamente a assistir, sem esborçar qualquer movimento de resistência.

É estranho... ao chegar à Grécia o deslumbramento foi, de imediato, absoluto!

Como já disse algures, senti como que um retorno ao ventre materno, uma identificação total com os locais, os cheiros, a luminosidade, a beleza dos monumentos...

No Egipto tal não aconteceu.

Acho que o estado de choque em que fiquei com a quantidade desmesurada de turistas em que constantemente tropeçava, me impediu de me render...

E nem era época alta.

A imagem que tive foi a de uma baleia a desovar, mas partindo-se do pressuposto que ela estaria cheia de ovas do tamanho das das espécies de peixes pequenos.

Pois, as baleias não desovam, não são peixes...

Era gente por todos os lados; gente preocupada em posar em frente aos monumentos, nos sítios... não sinceramente interessada em vê-los. É, olhavam-nos mas não os viam, nem os sentiam.

Passavam neles com tal velocidade que, em comparação, a  "rapidinha à coelho", parecia uma maratona.

Isto aconteceu principalmente em Luxor, o meu porto de chegada. Em Edfu e em Kom Ombo.

A partir de Assuão começou a esbater-se; em Abu Simbel o panorama não foi desesperante.

No Cairo, felizmente, também não, apesar de se entrar em semana final de Ramadão.

Em Alexandria, poucas pessoas estariam dentro de casa... O fim do jejum, da abstinência, transformaram as ruas num quase carnaval.

E depois de tudo isto, veio a paz indescrítivel do Deserto Branco.

Eu sabia que não iria ficar-lhe indiferente.

Mais jamais pensei que o efeito fosse este...

Senti-me transportada para outra dimensão, para um espaço algures não no mundo.

Nunca na vida senti nada assim.

Vagas de paz, de tranquilidade, de comunhão com aquela beleza única continuam, ainda, a rolar dentro de mim.

O Deserto é único.

Uma experiência inesquecível.

Agora, sei por onde começar:

Por Luxor, pelo Vale dos Reis, pelo dia 21 de Setembro, cerca das 5h30 da madrugada.

 


15
Out 08

O passo consentido tomou um outro rumo.

Em casa nova, a partir de hoje, por um caminho que após as férias de sonho que tive no Egipto, terá matizes e sons diferentes... quentes e silenciosos, como as vertiginosas torrentes de paz que, naqueles dias, me inundaram e fizeram rodopiar num torpor de Felicidade. 

publicado por fpg às 16:31

01
Out 08

Foi à procura dele que vim.
Hoje encontrei-o.
30.09.2008

publicado por fpg às 02:46

Para além de milenar, é imponente e maravilhosa.

 

 
publicado por fpg às 02:38

25
Ago 08
Depois de garantidos os lugares no cruzeiro Luxor-Assuão, a bordo do Moon Goddess da Sonesta, da caminhada a pé e de camelo pelo Deserto Branco, da viagem Hong Kong-Bahrain-Cairo (a pagantes, porque com as milhas da Asia Miles a coisa nunca mais estava resolvida), hoje foi a vez de marcar o hotel em Luxor e a passagem Cairo-Luxor, logo após a chegada ao Egipto.
Serão 3 semanas que terei de levar muito bem preparadas para não ter "amargos de boca".
Que isto de ir sozinha para o Egipto vai ser maravilhoso (ninguém vai ser melgado por causa das minhas fotografias, nem eu vou ser apressada por outros - espero!), mas já me avisaram que há destinos mais simpáticos para mulheres que viajam sem companhia.
Paciência!
Foram demasiados anos a sonhar com este destino (geográfico).
Chegou a altura de concretizar o sonho!
publicado por fpg às 20:30

04
Jul 08
















Era aqui que eu estava.

Na Antiga Ágora e, qual camela, incansável, imparável, sem comer, nem beber.
Do Museu, que visitei em último lugar, só saí quando apagaram as luzes e, mesmo assim, como o fizeram gradualmente, fui passando de vitrina apagada para vitrina iluminapagada...
Agora recordo o que foi esse fim de tarde.
As luzes vão ficar acesas.

03
Jul 08

 

Parikia - Paros





Naoussa - Paros







Lefkes - Paros












Mykonos










Chora ou Cora, significa núcleo.

São o coração, o centro, a parte mais antiga das vilas, das aldeias das ilhas gregas.
Nem todas as têm.
São mais características deste grupo de ilhas do mar Egeu.
Hoje em dia correspondem à parte mais concorrida, mais turística, mais comercial, onde se concentra a maioria dos restaurantes mas onde, simultaneamente, parte da tradição continua a coexistir.
Como dá para perceber, fiquei particularmente seduzida pelas buganvílias, esplenderosas, que decoravam quase todas as ruas, cantos e recantos.

29
Jun 08


Pica-pau no Monte Filopapus.

publicado por fpg às 21:57

05
Jun 08








Até a esta ópera nos foi possível assistir.
Apesar de não ser das minhas preferidas não resisti.
E valeu a pena, sobretudo pelo sítio.
Teve algo de mágico, de irreal, assitir ao anoitecer sentada naquele anfiteatro milenar...
Da Turandot?
Recordo muito pouco...
Estive sempre a flutuar no encantamento de estar ali, naquele sítio com aquele enquadramento, a imaginar quanto milhares de espectáculos ao longo de mais de dois milénios ali se desenrolaram...
E, ainda por cima, tinha a máquina nervosíssima no meu colo... mas não era permitido tirar fotografias, e eu por norma respeito as normas!
Mas eis que desato a ver flashs a dispararem de todas as direcções e máquinas e telefones portáteis e máquinas de filmar tudo em acção...
E as minhas lentes e a minha máquina fotográfica inconsoláveis, fechadas dentro do respectivo saco LowerPro.
Não!
Ou há moralidade ou disparam todas; e ainda por cima as minhas até conseguiam fazer tudo sem flash!
Ora pois, aqui está a recordação!
Uma noite que foi tão especial que por coincidência, entre tantos milhares de pessoas, ficou ao nosso lado um casal brasileiro - a Sónia e o Walter - que adorei conhecer.


28
Nov 06
Paço de Arcos, Setembro 2006

Um dos encantos das idas a Portugal são as doses de mimo que recebo das minhas sobrinhas, as invariáveis perguntas sobre "como estão os cães?", "porque é que quando aqui é dia em Macau já é noite?", "porque é que a tia não vem viver para ao pé de nós?"...
Desta vez tinha mais uma sobrinha à minha espera...
Ainda não me consegue dar mimos, apesar de ter começado a sorrir quando falava com ela; doce e calma, passou horas a dormir nos meus braços. Da próxima vez que a vir já vai estar a andar!
Com estes adoráveis pézinhos!
publicado por fpg às 21:39

Algures sobre a Penísula Ibérica, Setembro de 2006


No dia 7 de Setembro, enquanto um avião me levava a caminho de Portugal, foi esta a Lua que ao anoitecer brilhava sobre a Península Ibérica, dando uma luz especial ao meu regresso, temporário, a casa.

publicado por fpg às 21:37

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