DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

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Out 08


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Out 08

De volta a casa, após ter vivido as melhores férias da minha vida, estou com cabeça e coração completamente inundados de Egipto e Deserto Branco, como se o Nilo mos tivesse invadido de enxurrada à qual fiquei passivamente a assistir, sem esborçar qualquer movimento de resistência.

É estranho... ao chegar à Grécia o deslumbramento foi, de imediato, absoluto!

Como já disse algures, senti como que um retorno ao ventre materno, uma identificação total com os locais, os cheiros, a luminosidade, a beleza dos monumentos...

No Egipto tal não aconteceu.

Acho que o estado de choque em que fiquei com a quantidade desmesurada de turistas em que constantemente tropeçava, me impediu de me render...

E nem era época alta.

A imagem que tive foi a de uma baleia a desovar, mas partindo-se do pressuposto que ela estaria cheia de ovas do tamanho das das espécies de peixes pequenos.

Pois, as baleias não desovam, não são peixes...

Era gente por todos os lados; gente preocupada em posar em frente aos monumentos, nos sítios... não sinceramente interessada em vê-los. É, olhavam-nos mas não os viam, nem os sentiam.

Passavam neles com tal velocidade que, em comparação, a  "rapidinha à coelho", parecia uma maratona.

Isto aconteceu principalmente em Luxor, o meu porto de chegada. Em Edfu e em Kom Ombo.

A partir de Assuão começou a esbater-se; em Abu Simbel o panorama não foi desesperante.

No Cairo, felizmente, também não, apesar de se entrar em semana final de Ramadão.

Em Alexandria, poucas pessoas estariam dentro de casa... O fim do jejum, da abstinência, transformaram as ruas num quase carnaval.

E depois de tudo isto, veio a paz indescrítivel do Deserto Branco.

Eu sabia que não iria ficar-lhe indiferente.

Mais jamais pensei que o efeito fosse este...

Senti-me transportada para outra dimensão, para um espaço algures não no mundo.

Nunca na vida senti nada assim.

Vagas de paz, de tranquilidade, de comunhão com aquela beleza única continuam, ainda, a rolar dentro de mim.

O Deserto é único.

Uma experiência inesquecível.

Agora, sei por onde começar:

Por Luxor, pelo Vale dos Reis, pelo dia 21 de Setembro, cerca das 5h30 da madrugada.

 


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