DO SENTIDO DADO AOS PASSOS, AOS PASSOS QUE NOS CONSENTIMOS DAR... JAMAIS OS MESMOS DEPOIS DE TRILHAR O DESERTO BRANCO

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Ago 08
Todos sabem que a prática de caminhadas contribui para a prevenção de doenças, auxilia no combate à obesidade, ajuda no controle da pressão arterial, diminui o estresse, auxilia no reforço muscular e ósseo, além de melhorar a auto-estima.
Poucos sabem, no entanto, que caminhar ao lado do cão pode ajudar um indivíduo a manter a saúde e a forma física. Uma pesquisa realizada pela University New South Wales, na Austrália, mostrou isso.
O estudo apontou que 41% dos proprietários de cães caminham 18% a mais do que os sem-cachorro. Naquele país, 40% da população têm cães, o que significa um total de 3,1 milhões de caninos, mostrou o levantamento.
"O simples fato de ter um cachorro, para muita gente, já representa uma melhora significativa no dia-a-dia. A troca de afeto e a convivência com o animal representam, muitas vezes, o ânimo que faltava para conduzir tarefas simples do cotidiano como sair de casa, conversar com vizinhos sobre assuntos amenos e fazer amigos. Os cães unem pessoas numa espécie de confraria", diz Fabio Ravaglia, médico ortopedista do Albert Einstein, Oswaldo Cruz e do Hospital Santa Catarina e titular da Academia de Medicina de São Paulo.
Ravaglia conduz em breve no Brasil uma pesquisa nos moldes daquela feita na Austrália. Ele observa que levar o cão para passear e caminhar, no entanto, são coisas completamente distintas.
Enquanto passear é sair com o animal alguns minutos para que faça suas necessidades, caminhar ao lado do animal, especialmente aqueles que vivem em apartamentos, ajuda no processo de socialização, combate à obesidade, osteoartrite, doenças cardiovasculares, doenças hepática e mesmo na resistência à insulina. No animal e no dono.
O empresário da área de paisagismo Fábio Colombo é prova de que caminhar com o cão representa ganho para a saúde, "física e mental", conforme diz ele. Atleta, deixou de fazer suas atividades físicas por causa de uma hérnia de disco que adquiriu.
"Quando achei que teria de parar de me exercitar, percebi que tinha no Bernardo [um labrador de 1 ano e meio] um aliado", conta. Todas as noites, ele caminha cerca de uma hora com o bicho.
A psiquiatra Gisela Mattos, dona do labrador Indiana, de 12 anos, diz que, além de ver nas caminhadas ao lado do animal sua única forma de fazer exercícios físicos, esta é uma oportunidade de interagir com os amigos que tem no bairro paulistano dos Jardins. " É unir o útil ao agradável", destaca.
Exames para ambos:
Antes de sair para as caminhadas, recomenda Fabio Ravaglia, é necessário que dono e animal passem por avaliações médicas - incluindo exames como eletrocardiograma e hemograma - com atenção especial para diabéticos e hipertensos.
"Os cães devem ser levados a um veterinário para fazer um eletrocardiograma. Esse exame vai determinar o ritmo das passadas e a condição física do animal", observa Ravaglia. "Animais com mais de sete anos, que são considerados idosos, assim como obesos, devem ser submetidos a avaliações criteriosas para checar a existência de doenças pertinentes à condição, como displasia coxo-femural, problemas de coluna e cardíacos."
Há ainda outros cuidados que devem ser tomados, como a escolha do horário mais indicado, de preferência num momento de pouco sol, já que o calor pode machucar as patas dos animais. A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas.
Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada, é preciso adotar uma postura séria, com comandos mais firmes. As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao dono. "Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e, no caso de determinadas raças, focinheiras. E mantenha a vacinação em dia, recolhendo as fezes do animal", orienta.
Ravaglia diz que para garantir o bem-estar de seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada. O ortopedista lembra, ainda, que é importante o dono segurar a coleira de maneira firme, do lado esquerdo, e manter a postura ereta. "Não deixe de recompensar o cão após a caminhada com um petisco canino para condicionar o bom comportamento."
Como dicas básicas para os donos, estão o uso de roupas confortáveis e tênis, alongamento antes e depois da caminhada; hidratação antes, durante e após a prática, e a escolha de um local adequado para a caminhada, longe de calçadas esburacadas e ruas movimentadas. O ideal é manter a meta de 30 minutos por caminhada, cinco vezes por semana, pelo menos.
Sedentários devem começar caminhando três vezes por semana, por 30 minutos, para que o corpo se ajuste à nova rotina de exercícios. A partir da segunda semana, o praticante deve aumentar o tempo em 10 minutos, para que, após um mês do início da atividade, chegue a 60 minutos de caminhada por dia.
(Gazeta Mercantil - Alexandre Staut)

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